sábado, 12 de agosto de 2017


O mundo, que é plural e coletivo,
destrói-se pelo seu egocentrismo,
que cria seres individualistas
que apenas vivem em função de si.

A arte já não fala mais ao povo,
pois não há referências e ideais,
portanto não há povo, há massa informe
que só vive o presente, sem história.

Liberte-se o cativo de seu ego –
o grande opressor de nosso tempo –
de si o indivíduo esvazie-se
e aprenda a ser pessoa neste mundo.

Quem vive para si não tem memória
e não terá quem dele se recorde
ao ser cortada a linha de sua vida.
Será como não tivesse existido.

A minha geração é de zumbis
andando pelo mundo sem ter vida,
sem ter uma razão para existir
e sem tocar a vida das pessoas.

A arte fez-se escrava do artista,
tornando-se insípida e efêmera,
sem conteúdo, forma e harmonia,
sem genialidade e beleza.

Deve tornar o mundo ao equilíbrio
que une o ser humano ao Criador
e a arte, expressão da Divindade,
trazer à comunhão a Humanidade.

Na Criação, apenas o humano
de Deus o dom da arte recebeu
por ser do Grande Artista a semelhança
e tal qual Ele a obra harmonizar.

A arte que não traz em si beleza,
que paz não traz à mente e ao coração,
não é semente em plena potência,
mas pedra estéril lançada à terra.

Voltai, artista, à gênese da arte
que fala à alma da pessoa humana
e à psique promove o equilíbrio
do uno que se chama humanidade.


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