Eu penso em fugir de minh’arte,
deixá-la, sem uma palavra;
melhor do que dá-la ao mundo
a vê-la ser dilapidada.
Eu sinto o silêncio das musas,
estéril estou na poesia,
é um eco aquilo que escrevo
do tempo em que elas me amavam.
Eu quero fugir, qual José,
porém, em meus sonhos não há
um anjo enviado por Deus
que a mim confirme um poeta.
E eu, sem saber minha senda,
o meu coração vou rasgando
e sobre as cinzas sentado
eu vou esperando... esperando...
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