Sou poeta de um só tema,
que exploro à exaustão,
pois que a humanidade –
da qual eu não me excluo –
vive hoje sem sentido,
em perene frustração,
cultuando o hedonismo
e esquecida do futuro.
Dia-a-dia à cova descem
tantos que, assim como eu,
não vivem a plenitude
do que é de fato a vida
e existem simplesmente,
sem razão, em frustrações.
Sinto que o meu destino
é o mesmo de outras vidas –
das quais poucas excetuam-se –
que às gerações futuras
nada deixam como herança.
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