sábado, 12 de agosto de 2017

  
Tantas vezes reflito sobre a morte,
mais próxima de mim a cada dia,
que já pavor causou-me no passado,
mas que hoje eu vislumbro em meu entorno.

Se a morte far-me-ia um frustrado,
uma alma a vagar sem ter descanso
por não ter feito aquilo que sonhara,
hoje a sinto qual libertação.

Não sei se as frustrações ou a idade
mudaram-me a maneira de pensar
e de como a morte eu encaro:
não mais como tragédia, mas consolo.

Encontro-me a imaginar às vezes –
confesso: com muita curiosidade –
como será, um dia, a minha morte
e como encararei esse momento.

A única certeza que eu tenho –
e sobre isso muito meditei –
é que ao chegar, enfim, a minha hora,
terei de acolhê-la sem reservas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário