O meu coração é
terra
como à beira do
caminho,
onde nunca brota
flor
por sempre estar
pisada.
É também meu
coração
campo de pedra
entulhado
em que germina o
grão,
mas o calor logo o
seca.
Espinhoso o coração
que levo dentro do
peito,
em que tanta
ocupação
sufoca todos os
sonhos.
Em um recôndito
canto,
lá no fundo de meu
seio,
ainda há um solo
fértil
onde crescem os
meus versos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário