Lembro a vida e as
dores
que meu coração
feriram,
deixando-me qual um
morto,
sepultado em meu
claustro.
Lembro-me que fui
temendo
ir de encontro ao
sol lá fora,
pois mostrar-me
envergonhava-me
tão frágil e tão
chagado.
Lembro-me que a própria
morte
pareceu-me ser
alívio,
libertando-me do
mel
qual u’a lepra em
minh’alma.
Mas também eu me
recordo
quando encarei meus
males
e ao invés de
lamuriar-me
transformei mi’a
dor em versos.
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