sexta-feira, 14 de julho de 2017


É o poeta um marinheiro da palavra
que avançando vai por mares mais profundos
e que não sabe ao certo aonde vai chegar,
mas, no entanto, continua navegando
e enquanto a inspiração as suas velas turge,
segue compondo as odes do que é seu ofício.
Na entretanto dias de total marasmo,
em que o vento cessa e a nau detém-se,
e o poeta aprisionado na apatia
nenhum poema ou verso consegue compor.


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