sexta-feira, 14 de julho de 2017


Tuberculose não é mais o mal-do-século,
que assassinava os poetas ‘inda jovens.
Hoje a tísica atinge os espíritos,
tirando à vida o seu sentido mais profundo.

Onde a razão da nossa existência humana?
Quais referências iluminam nosso agir?
E que projetos duram mais do que um momento?
Que compromisso a longo prazo assumimos?

Desesperança tem prostrado as nossas almas,
vive-se apenas o presente sem os sonhos.
Até o poeta, voz de todas gerações,
está silente, sem ter quem lhe dê ouvidos
e sem os sonhos para cantar o futuro.


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