Lembro a noite em que a Lua
livre boiava no céu,
ou crescente ou minguante
– qual fosse aquele sorriso
visto do gato de Alice –
e Vênus como estrela
quase a tocar a Lua.
Estaquei maravilhado
ante tal visão no céu
e mostrei-a, encantado,
a todos os que encontrei.
Também foi em uma noite,
ao chegar ao Pantanal,
que eu vi o mesmo céu
que Deus mostrou a Abraão,
com incontáveis estrelas,
do nascente ao poente,
que tiraram-me o fôlego.
Tantas vezes ao comer
uma pinha e o seu mel,
eu orei, agradecido,
a Deus pela Criação..
‘Inda choro com um filme
e também ante o belo,
ao ouvir uma canção
ou diante do amor.
A mim ainda encanta
uma flor que desabrocha
e os pássaros no céu
e as nuvens multiformes,
os abismos e montanhas,
a imensidão do mar
e frutos que há no pomar.
O assombro ainda me atinge,
emociona-me, enternece-me.
Ante tantas maravilhas,
abrem-me os olhos da fé
e em tudo manifesta-se
a graça e o amor de Deus.
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