Sinto-me um Orfeu,
porém da minha lira
brotam as palavras
que fazem-se
versos.
Mi’a juventude,
perdi-a no ócio
pouco produtivo
da paixão humana.
Cri que a poesia
devolver-me-ia
mi’a juventude
para eu ser feliz.
Desci à morada
dos mortos em busca
de meu eu perdido
para revivê-lo.
Compondo meus
versos,
eu cri ser capaz
de, das profundezas
rejuvenescer-me.
Que tola ilusão!
O tempo perdido
não se recupera,
nem o inescrito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário