quarta-feira, 20 de setembro de 2017


                                                                                             A Raul e Teresa Cristina

Eu não conheci teu filho quando vivo,
só lhe vi a face lívida da morte,
mesmo assim chorei a precoce partida
como se meu filho fosse no ataúde.

Creio ser isso o que chamam compaixão,
pois a dor que eu senti foi a de um pai,
uma vez que coloquei-me em teu lugar
e senti a própria alma a sangrar.

O conforto encontrei quando te vi,
dilacerado o coração, mas conformado.
Não deixaste dominar-te o desespero,
tua força e tua fé fortaleceram-me.


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