A Raul e Teresa Cristina
Eu não conheci teu
filho quando vivo,
só lhe vi a face lívida
da morte,
mesmo assim chorei
a precoce partida
como se meu filho
fosse no ataúde.
Creio ser isso o
que chamam compaixão,
pois a dor que eu
senti foi a de um pai,
uma vez que
coloquei-me em teu lugar
e senti a própria
alma a sangrar.
O conforto
encontrei quando te vi,
dilacerado o coração,
mas conformado.
Não deixaste
dominar-te o desespero,
tua força e tua fé
fortaleceram-me.
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