quem por Jesus
perde a vida vai ganhá-la.”
Tal ensinamento
parece insensato
para aquele que
vive voltado a si.
Conta a história
sobre um monge que buscava,
através de orações
e sacrifícios,
mais de Deus
aproximar-se e, assim,
no futuro a vida
eterna alcançar.
Com seus cabelos
brancos, certo dia
o tal monge faleceu
serenamente
e então viu-se no
céu ante uma porta,
sem mais nada a não
ser esse madeiro.
Resolveu bater na
porta e uma voz
poderosa perguntou:
“Quem é que bate?”
Ao que o monge
temeroso respondeu:
“Eu, Senhor!”, com
a voz trêmula e humilde.
No entanto, para
surpresa do monge,
secamente, a
poderosa voz lhe disse:
“Vai-te embora,
pois aqui não cabem dois”.
E à vida ele voltou
no mesmo instante.
Retomando sua
rotina no mosteiro,
o idoso redobrou
suas orações,
os jejuns e
penitências que fazia,
co’a intenção de um
dia poder ir p’r’o céu.
Novamente o velho
monge faleceu
e encontrou-se ante
aquela mesma porta.
Ao bater, a forte
voz lhe perguntou:
“Quem é que bate?”
Ele disse: “Eu, Senhor!”
Outra vez, nova
surpresa para o monge,
secamente, a
poderosa voz lhe disse:
“Vai-te embora,
pois aqui não cabem dois.”
E à vida ele voltou
no mesmo instante.
Apesar de tanta
idade e do cansaço,
muitas horas dedicou
o velho monge
à meditação e à
oração diária
a fim de entender a
vontade de Deus.
Quando o corpo não
mais podia o suster,
os seus olhos já
cansados se fecharam
e outra vez a morte
veio acolhê-lo,
na esperança da
dar-lhe o repouso eterno.
Deparou-se outra
vez, frente à porta
e tocando-a ouviu a
voz: “Quem é que bate?”
Debilmente
respondeu: “És tu, Senhor!”
Abriu-se a porta e escutou-se: “Pode entrar!”
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