Quando penso que
findou-se
toda a minha
inspiração,
que as musas
abandoram-me
a buscar outro
poeta
que a elas faça
juz,
do meu inverno
poético
sopra-me, qual
primavera,
uma brisa tão suave
que espanta mi’a
aridez
e aos poucos vão
britando
novos versos de
mi’a mão.
Talvez o que é
poeta
seja-o por toda a
vida
e só descanse sua
pena
quando as musas
repousarem,
e retome o seu
ofício
quando elas
despertarem.
O poeta não é o
mestre,
nem o autor de seus
poemas,
mas aquele que se
abre
à poesia que há no
éter.
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