terça-feira, 29 de agosto de 2017


Quando penso que findou-se
toda a minha inspiração,
que as musas abandoram-me
a buscar outro poeta
que a elas faça juz,
do meu inverno poético
sopra-me, qual primavera,
uma brisa tão suave
que espanta mi’a aridez
e aos poucos vão britando
novos versos de mi’a mão.
Talvez o que é poeta
seja-o por toda a vida
e só descanse sua pena
quando as musas repousarem,
e retome o seu ofício
quando elas despertarem.
O poeta não é o mestre,
nem o autor de seus poemas,
mas aquele que se abre
à poesia que há no éter.


Nenhum comentário:

Postar um comentário