sábado, 12 de agosto de 2017


Já não sinto como tais os meus irmãos
que a fé um dia concedeu a mim.
Trago mágoas que me sangram  o coração
e lembranças que encerram-me em meu claustro.

O amor por eles em mim não existe
e querendo perdoá-los não consigo.
Essa dor fere-me o peito e a saúde
e eu sinto que me tira a salvação.

Tenho procurado dar o meu amor
aos pequenos que encontro pela vida,
na esperança de salvar-me não por méritos,
mas aliviando a dor dos esquecidos.

Assim como o fogo cessa com a água,
sei que a caridade apaga os pecados.
Se pelas virtudes não posso salvar-me,
que eu ressuscite pela caridade. 


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