segunda-feira, 14 de agosto de 2017


É na dor que o poeta
pari a sua poesia,
que canta o seu lamento
e também de todo o mundo.

A alma de todo poeta
abarca a humanidade,
por isso sua palavra
tem a voz de multidões.

O poeta é profeta,
é a boca de seu tempo;
é o sangue e a agonia
do parto de um natimorto.

Mas também é esperança
da que gesta o futuro,
e entre dor e alegria
sonha uma nova vida.


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