É na dor que o
poeta
pari a sua poesia,
que canta o seu
lamento
e também de todo o
mundo.
A alma de todo
poeta
abarca a
humanidade,
por isso sua
palavra
tem a voz de
multidões.
O poeta é profeta,
é a boca de seu
tempo;
é o sangue e a
agonia
do parto de um
natimorto.
Mas também é
esperança
da que gesta o
futuro,
e entre dor e
alegria
sonha uma nova
vida.
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