Como é triste quem
se apega à vida,
arfando-a em vão,
pois ela se lhe escapa,
olhos inquietos que
à volta procuram
sinais quem
espantem para longe a morte.
Se os olhos firmam
o que é invisível,
um só suspiro
encerra a existência,
na face estampa-se
o rosto da morte.
Oposta é a face
daquele que espera
serenamente a morte
ansiada,
pois nada ficou a
dever à vida
e, ao cerrar os
seus tranqüilos olhos,
seu rosto estampa a
doçura do sono.
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