domingo, 23 de julho de 2017


Ó Senhora dos poetas,
geraste o Verbo encarnado,
o Verbo com o qual Deus
o mundo todo plasmou
e em sua essência era bom.
Ó Senhora dos poetas,
ensina-me a voz ouvir
do teu Jesus, unigênito,
e transformar as palavras
que brotam de minhas mãos
em poemas que à alma
falem além de seus versos.
Ó Senhora dos poetas,
cantaste de exultação
o teu poema-louvor,
quando Isabel visitaste.
Porém, os versos perfeitos
calados no coração
deixaste ao longo da vida
ante os tantos mistérios.
E no Calvário as lágrimas
que tua dor derramou
foram o primeiro fado
que neste mundo se ouviu.
Ó Senhora dos poetas,
épico foi o louvor
ao reencontrar o teu Filho
dos mortos ressuscitado
e que a teus braços tornou.
Ó Senhora dos poetas,
que entre dores e risos,
que entre vidas e sombras,
sob tua graça e guarda
eu de criar jamais deixe
versos que falem da vida,
versos que falem à vida,
dos que um dia os lerem.


Nenhum comentário:

Postar um comentário