Mesmo estando
distante
de mi’a família de sangue,
acordo noite após
noite
de estranhos
sonhos, confusos,
em que revejo
parentes
e habitações da
infância
mescladas ao irreal,
que em minha vida
habita.
Nunca sou o eu de
hoje,
mas um que o tempo
perdeu,
com os medos de
outrora,
inseguro qual
criança.
Sempre há
reconhecidas
casas que já
visitei
e outras nunca
conhecidas,
que só nos sonhos
existem
e que neles sempre
voltam.
Vejo passagens
secretas
a levarem-me a
espaços
que eu somente
conheço.
E surpreso eu
acordo,
com as imagens que
vi
a teimarem em mi’a
mente,
qual fossem elas
reais
e igualmente
ilógicas.
Não sei o que
pensar desses
sonhos tão
reincidentes.
Sei apenas que o
passado
não se findou
totalmente,
recriando-se em
meus sonhos,
dando-me novas
memórias.
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