sexta-feira, 14 de julho de 2017


Mesmo estando distante
de  mi’a família de sangue,
acordo noite após noite
de estranhos sonhos, confusos,
em que revejo parentes
e habitações da infância
mescladas ao irreal,
que em minha vida habita.
Nunca sou o eu de hoje,
mas um que o tempo perdeu,
com os medos de outrora,
inseguro qual criança.
Sempre há reconhecidas
casas que já visitei
e outras nunca conhecidas,
que só nos sonhos existem
e que neles sempre voltam.
Vejo passagens secretas
a levarem-me a espaços
que eu somente conheço.
E surpreso eu acordo,
com as imagens que vi
a teimarem em mi’a mente,
qual fossem elas reais
e igualmente ilógicas.
Não sei o que pensar desses
sonhos tão reincidentes.
Sei apenas que o passado
não se findou totalmente,
recriando-se em meus sonhos,
dando-me novas memórias.



Nenhum comentário:

Postar um comentário