De Elis guardo a
lembrança de sua voz,
do sorriso
escancarado que ela tinha
e das lágrimas
derramadas ao cantar.
Sua música falou-me
ao coração,
companhia foi-me em
minha solidão.
Com sua arte tantas
vezes consolou-me,
mas a si própria
não pôde confortar.
Solitária, triste e
amargurada,
foi ao encontro da
morte que a flertava...
sem haver quem lhe
notasse a angústia.
Triste é a vida de
todo artista,
cuj’obra é
espalhada pelo mundo,
porém tem ignorada
suas dores.
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