sábado, 1 de abril de 2017

ELIS


De Elis guardo a lembrança de sua voz,
do sorriso escancarado que ela tinha
e das lágrimas derramadas ao cantar.
Sua música falou-me ao coração,
companhia foi-me em minha solidão.
Com sua arte tantas vezes consolou-me,
mas a si própria não pôde confortar.
Solitária, triste e amargurada,
foi ao encontro da morte que a flertava...
sem haver quem lhe notasse a angústia.
Triste é a vida de todo artista,
cuj’obra é espalhada pelo mundo,
porém tem ignorada suas dores.


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